Não deu, galera. Às vezes a gente perde e fica aquela sensação de “podia ter sido diferente”, mas ontem não teve jeito — o Southampton simplesmente passou por cima da gente. 5×1 no Racecourse Ground. Doi pra caramba escrever isso, mas é a realidade.
Os Saints chegaram motivados, e não é pra menos. Três dias antes tinham eliminado o Arsenal da FA Cup e claramente não sentiram nenhum peso de jogar no nosso quintal. Logo nos primeiros minutos já avisaram que ia ser uma noite longa — a bola bateu duas vezes na trave em questão de segundos. O Larin cabeceou pro travessão e o Azaz, na rebota, também acertou a barra. Um sinal do que vinha por aí.
E veio. O Matsuki recebeu do Azaz e mandou uma bomba no canto esquerdo do Okonkwo. Gol bonito, sem chance pro nosso goleiro. 1×0 Southampton.
Dez minutos depois, piorou. Cobrança de falta do James Bree, desviou no George Dobson e sobrou limpo pro Will Smallbone bater de voleio de primeira, de dentro da área. Uma pancada. A bola entrou como um míssil e o Racecourse ficou em silêncio. 2×0 e a torcida visitante cantando como se fosse a casa deles.
Mas o Wrexham não é time pra entregar o jogo sem reagir. Depois dos 30 minutos, os Dragões acordaram. O Max Cleworth cruzou da direita e o Nathan Broadhead, de cabeça, acertou a trave. Quase! A torcida se levantou. E um minuto depois, o gol que nos devolveu a esperança: Okonkwo lançou longo, o Kieffer Moore desviou de cabeça e o Josh Windass, com aquela frieza de quem nasceu pra marcar gols, dominou e furou o goleiro Peretz. 2×1! O Racecourse explodiu! 🔴⚪
A segunda etapa começou mais equilibrada. O Okonkwo apareceu bem pra espalmar um chute perigoso do Larin. O Cleworth arriscou de fora e a bola passou rente. A gente tava crescendo no jogo, sentindo que o empate era possível…
Até que o Lewis O’Brien tentou um passe pra frente que não devia. O Larin interceptou, avançou sozinho e bateu cruzado. 3×1. Gol que matou qualquer reação. O Moore ainda tentou de cabeça e acertou a base da trave — se entrasse, teria sido 3×2 e jogo aberto de novo. Mas não era pra ser.
E pra completar a frustração, nos minutos finais o Stewart cabeceou uma falta do Welington pro fundo das redes. 4×1. E dois minutos depois, o Azaz aproveitou uma confusão na zona e fez o quinto. 5×1. Jogo acabado. Noite pra esquecer.
Beleza, e agora?
A gente podia ficar aqui remoendo o que deu errado, mas a verdade é simples: o Southampton jogou em outro nível. É um elenco de Premier League que tá invicto há 13 jogos na liga. A diferença de qualidade ficou clara em campo. Não tem vergonha nenhuma em perder pra um time assim.
Phil Parkinson sabe disso. O elenco sabe disso. O que importa agora é como a gente vai responder.
A tabela da Championship aperta: o Wrexham caiu pra 7ª posição com 64 pontos, enquanto o Southampton pulou pra 6ª com 66. Mas os playoffs continuam ao alcance. Restam 5 rodadas e a briga tá longe de estar decidida. A margem pra erro acabou, isso é fato.
Domingo, 12 de abril, às 08h BRT, é Birmingham City no St. Andrew’s. Não é o lugar mais fácil do mundo pra jogar, mas é exatamente nessas horas que a gente descobre quem quer mesmo essa vaga. Vista a camisa dos Dragões e vamos pra cima!
Cabeça erguida, foco total. Cinco jogos. Tudo ainda pode acontecer.
VAMOS DRAGÕES! 🔴⚪🐉