Com o Wrexham em 6º lugar na Championship e sonhando com uma quarta promoção consecutiva inédita, o CEO do clube Michael Williamson concedeu uma entrevista à BBC esta semana para falar sobre algo ainda maior: onde o clube quer estar daqui a dez anos.
A resposta é direta — e ambiciosa: na Premier League de forma sustentável.
Os três pilares do plano
Williamson, nomeado CEO em maio de 2024, detalhou o caminho que o clube pretende trilhar. Para ele, chegar à Premier League é apenas metade da batalha. O desafio real é permanecer lá.
“Nos próximos 10 anos, quero que o clube continue competitivo, que continue orgulhando nossa comunidade, que jogue do jeito Wrexham e inspire nossa torcida”, disse o executivo. “Mas ao mesmo tempo, quando chegarmos à Premier League, que seja de forma sustentável — construindo as fundações para isso. São três pilares essenciais: investir em infraestrutura, investir em pessoas e investir na comunidade.”
Não são palavras vazias. O clube já colocou esse plano em prática:
O que já está sendo construído
Academia de base: O Wrexham desenvolveu uma nova Academia Juvenil com certificação UEFA Categoria 3 em Darlands — um investimento de longo prazo para revelar e formar talentos que representem o clube no mais alto nível.
Novo Kop Stand: O projeto de redesenho e ampliação da arquibancada Kop do Racecourse Ground foi aprovado, com capacidade para 7.750 lugares. A obra deve ser concluída em 2027, ampliando significativamente a capacidade e a receita do estádio mais antigo ainda em uso no mundo.
São projetos que vão muito além do momento atual — e que mostram que Reynolds e McElhenney não estão apenas comprando promoções, mas construindo um clube para durar. E esse processo de reformulação começou já na última janela: a Janela de Transferências do Wrexham para a Championship trouxe investimentos recordes para montar um elenco competitivo na segunda divisão inglesa.
A armadilha que o Wrexham quer evitar
A história do futebol inglês está cheia de clubes que subiram à Premier League e voltaram rapidamente: Sheffield United, Luton Town, Burnley, Leicester. O abismo financeiro entre os recém-promovidos e os clubes estabelecidos é brutal.
Williamson sabe disso. Por isso a ênfase na palavra “sustentável” — o Wrexham não quer ser mais uma história de yo-yo. Quer construir as bases para competir de verdade, e não apenas visitar a elite do futebol inglês.
O clube também está de olho no novo formato dos play-offs da Championship que entra em vigor na temporada 2026-27, ampliando o número de times na disputa — o que pode beneficiar o Wrexham caso a promoção direta não se concretize esta temporada. Aliás, foi justamente a estreia difícil na Championship contra o Southampton que mostrou o quanto o grupo precisaria crescer para sonhar alto na segunda divisão.
O projeto que começou em 2021
Quando Ryan Reynolds e Rob McElhenney assumiram o Wrexham em fevereiro de 2021, muitos encararam como uma jogada de marketing hollywoodiana. Cinco anos depois, com três promoções consecutivas, um elenco renovado com investimentos recordes — incluindo Nathan Broadhead, a contratação mais cara da história do clube — e um plano estruturado de crescimento, a história está sendo reescrita.
A pergunta não é mais se o Wrexham vai chegar à Premier League. É quando — e se vai ficar.
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